Preparar o Natal | As sugestões cá de casa #1


Nesta casa, abriu oficialmente a época de Natal. Gostamos de fazer as coisas com calma, longe do stress dos últimos dias e da confusão dos centros comerciais. Vamos fazendo listas, planeamos os dias e o que queremos fazer até ao dia 24. E, à medida que vamos pensando em tudo isto, vêm-nos à memória todas as recordações. Lembro-me de passar o Natal em casa dos meus avós paternos, perto da Guarda. Lembro-me de ir ver as luzes de Natal e os castelos iluminados. Lembro-me das filhós e do polvo frito. Lembro-me das jogatanas de dominó, em que todos comíamos caramelos enquanto aguardávamos a chegada da meia-noite. E lembro-me do leite com chocolate na manhã do dia de Natal. 

Confesso que só desde que fui mãe é que consegui ir buscar ao baú das memórias estas recordações de infância. Pequenas coisas que hoje valorizo e que tento transmitir aos meus filhos como sendo o mais importante desta quadra - e da vida! Tenho a sorte de ainda ter comigo todos os meus avós e de poder voltar a partilhar com eles a magia própria das crianças nesta época, mesmo que, na correria dos dias, entre viagens para conseguir estar um pouco com todos, o tempo acabe por escapar-nos por entre os dedos...

Embalada pelas memórias de infância que resgatei, procurei, nos últimos anos, criar tradições nossas que os mais pequenos cá de casa possam guardar para sempre - pelo menos, assim esperamos. Na tarde da véspera de Natal vamos para a cozinha da avó e fazemos biscoitos para deixar ao Pai Natal. No início de Dezembro decoramos a nossa casa e enfeitamos a árvore. Escrevemos a carta ao Pai Natal. Escolhemos e embrulhamos presentes. Este ano estamos a preparar coisas novas que, em breve, partilharemos também convosco e que, acreditamos, vão também elas tornar-se bonitas tradições.


E se, de facto, o essencial do Natal é o tempo que passamos com os que nos são mais queridos, não é menos verdade que os presentes fazem parte desta época. Sem apelarmos ao consumismo desenfreado, preparámos algumas sugestões para aquelas pessoas especiais. Assim, nas próximas semanas, vamos sugerir presentes bonitos para filhos, pais, padrinhos, tios e avós. As nossas escolhas são baseadas, naturalmente, nos nossos próprios gostos e naquilo que, nós próprias, gostamos de oferecer aos que nos são mais próximos. Além disto, optámos, na maior parte dos casos, por marcas de produção em pequena escala e que, na nossa opinião, se distinguem pela criatividade e pelo cuidado que imprimem ao trabalho que apresentam.

Esperamos que gostem.

Aqui ficam as nossas primeiras sugestões.  Para avós, tios ou padrinhos:



Aqui fica o nosso lá fora de hoje:
  1. Uma manta, da Lãminha (para aquecer nestas noites frias)
  2. Bolas de Natal personalizadas, da M.O.D. (para decorar o pinheiro)
  3. Sacos, da The Unicorn Factory (para o pão ou biscoitos - feitos com a ajuda dos mais pequenos, por exemplo)
  4. Desenhos das crianças da família, impressos em toalhas, lençóis, almofadas...,  pela Bewee (para eternizar os desenhos mais originais)
  5. Uma frase inspiradora ou significativa para a família, com a caligrafia da Por linhas tortas (para perpetuar memórias felizes)
  6. Uma carta, com palavras escolhidas a dedo pela Com Amor (perfeito para quem está longe da família nesta época)
  7. Bolachas no frasco DIY, com instruções de preparação, da Joana Roque (para serem preparadas por avós e netos, no dia de Natal, por exemplo)
E em vossas casas, como é o Natal? Que recordações vos traz? Que tradições seguem? O que esperam que os vossos filhos recordem destes dias, quando crescerem?


Sílvia

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2 comentários

  1. Se estivesse em Angola trocavas a manta por um fato de banho do MangaCaju.LOL Confesso que os miúdos vibram, mas que o Natal aqui não tem o mesmo cheiro e o mesmo encanto que em Portugal. Há muitos anos que o Natal é passado por aqui, com a família do meu marido, e o meu verdadeiro Natal é celebrado em Janeiro, com o regresso a casa dos pais. E o Pai Natal até deixa presentes por lá a aguardar a chegada dos miúdos, imagina lá. Apesar da oferta já ser bastante em Luanda, os preços levam a que os maiores desejos só sejam concretizados nas viagens. Não sei quanto tempo mais consigo manter o encanto do Pai Natal (O Gui já vai fazer 9 anos, e sinceramente acho que já sabe quem é o Pai Natal lá de casa, no entanto, como é um querido, ainda não acabaou com a magia...). Beijinhos

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    1. LOL. Pois era! Mas com este sol que tem estado por cá nem parece Novembro... À medida que eles vão crescendo, vai sendo cada vez mais difícil manter a história do Pai Natal. E também não vale a pena enganar os miúdos quando eles já perceberam o que se passa. Mas acredito que se lhes formos transmitindo os valores inerentes a oferecer/receber um presente, já fizemos a parte mais importante. (Só o facto de o Gui "fingir" que ainda acredita já mostra que vocês estão a fazer isso muito bem!) Beijinhos

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