Lá fora com... #4 | Joana, da jênêmê handmade


No final do ano passado, na busca de um presente para a minha filha mais nova, que andava - e anda - na fase de pôr os bebés a dormir, de lhes dar de comer e de os mandar para a cama descalços, encontrei a página de Facebook da jênêmê e rendi-me de imediato aos encantos de uma alcofa. Do tamanho ideal para que a minha pequenina a pudesse transportar e com os detalhes mais queridos e perfeitos, até eu tive vontade de voltar a brincar com bonecas! Daí até contactar a Joana foi um instante. A resposta chegou rapidamente e a encomenda chegou-me às mãos em menos de nada, entregue pessoalmente por vivermos perto uma da outra. Nesse dia, numa breve conversa, fiquei a saber um pouco da história desta bioquímica que trocou os tubos de ensaio pelas agulhas e ficou claro que teria de ser uma das nossas entrevistadas. 

Esperamos que gostem tanto quanto nós desta história e se encantem com mais esta marca que, com muito amor e entrega, se dedica a estimular o imaginário dos mais pequenos.


Como surgiu a ideia de criar a jênêmê
A determinada altura deixei o emprego que tinha; por um lado, porque queria ter outras experiências profissionais e, por outro, porque havia necessidade de dar mais apoio aos meus filhos, visto não termos família por perto. Sempre gostei muito de alguns trabalhos manuais - e tenho paciência, por exemplo, comecei a fazer ponto de cruz no 3.º ano. Nessa altura, tive também o meu primeiro contacto com o crochet, mas, talvez por ser muito clássico, não me atraiu. Quando deixei o meu emprego, comecei novamente a dedicar-me a fazer trabalhos manuais e a explorar novas técnicas, e foi então que redescobri o crochet e descobri o amigurumi, uma técnica de crochet japonesa à qual me rendi imediatamente, e com a qual faço bonecos, colares, carteiras... Passado algum tempo, resolvi criar uma página no Facebook onde dou a conhecer os meus trabalhos. Claro que, para chegar a esse ponto, foi crucial o apoio e incentivo que recebi da família e dos amigos! Os meus filhos são os fãs número 1 da jênêmê handmade!

O que é que fazia antes de arrancar com este projeto? Em que área trabalhava?
Sou bioquímica e trabalhei vários anos numa empresa fantástica, a Crioestaminal, que se dedica à criopreservação das células estaminais presentes no sangue e no tecido do cordão umbilical. 

Há quanto tempo começou a dedicar-se a este projeto?
Comecei em 2015.

Agora, esta atividade representa o seu trabalho a tempo inteiro?
jênêmê handmade é ainda um projeto pequenino, não o posso considerar o meu trabalho. Acabo por partilhar o tempo que dedico ao projeto com aquele que dedico à família. 

Qual é a missão da jênêmê? Pode descrever-nos, resumidamente, os principais produtos que fazem parte da marca?
Na jênêmê podem encontrar artigos exclusivos e personalizados, sempre feitos à mão, com (muito!) tempo e (muita!) dedicação. Desde Cachopitas e Unicórnios mágicos em amigurumi, bandeirolas com o nome, ternurentas alcofas para bonecos, quentinhas mitenes, originais colares ou golas clássicas. E, se não encontrarem o que procuram, basta enviarem-me uma mensagem e desafiarem-me!

Como é que idealiza as peças? Onde vai buscar inspiração?
A inspiração surge no dia a dia, tanto de alguma necessidade imediata (por exemplo, mãos frias levam a que faça umas mitenes), como de algo que vejo ou leio numa revista, na rua, na internet... 

Uma vez que a jênêmê está disponível para aceitar encomendas personalizadas, como é que gere as expectativas de quem a contacta para fazer uma peça "à medida"? Já teve algum pedido mais desafiante?
A grande maioria dos produtos que elaboro só fazem sentido se forem personalizados, quer seja uma bandeirola com nome ou uma Cachopita ou Unicórnio de cor específica e com acessórios muito especiais! Há sempre vários contactos antes de elaborar a peça; claro que dou sugestões, mas o meu principal objetivo é ir ao encontro de algo que foi idealizado por outra pessoa e que não encontra o que pretende no mercado. Por isso, a verdade é que é sempre um desafio!

O que é que mais gosta de fazer no seu trabalho?
O que mais gosto é de pegar em várias coisas que, à partida, individualmente, não são nada, como uma agulha, um novelo, um tecido... e transformá-las em algo que, ainda por cima, será único!

Como é que distribui o seu tempo? Conte-nos como é o seu dia a dia habitualmente.
Normalmente, dedico a parte da manhã à jênêmê; depois, vou buscar os meus filhos à escola e a tarde acaba por ser mais dedicada aos afazeres familiares. Mas claro que uma das vantagens dos trabalhos em crochet é que os posso levar para todo o lado!

Quais as principais dificuldades que encontrou/encontra no seu trabalho com a jênêmê
A principal dificuldade é mesmo a falta de tempo para concretizar todos os projetos que idealizo.

E quais foram já as maiores conquistas?
Penso que a maior conquista foi dar o pontapé de saída, começar o projeto e vê-lo crescer; devagarinho, mas a crescer!

Que planos/desejos profissionais tem a curto/médio prazo? 
Neste ano de 2018 gostaria que o projeto jênêmê handmade ganhasse mais visibilidade; no fundo, que continuasse a crescer e a chegar a mais pessoas.

A jênêmê é uma marca que se encontra exclusivamente online (via Facebook) ou podemos encontrar as peças noutro(s) sítio(s)?
É essencialmente online que apresento os produtos jênêmê, mas também estão alguns disponíveis na loja Cosy, na Figueira da Foz.

Muito obrigada, Joana, por esta entrevista. Votos de muito sucesso. Nós continuaremos deste lado a acompanhar!


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